
A Administração Municipal de Muçum reuniu-se durante a última segunda-feira (30) com empresários e comerciantes do município, a fim de encontrar uma solução para a crise desencadeada pela pandemia causada pelo Covid-19 (Coronavírus). Foram quatro reuniões divididas por setores como indústria, salões de beleza, comércio de vestuário, bares e restaurantes. Na ocasião, autorizou-se aos estabelecimentos operarem a partir da quarta-feira (01), desde que seguissem orientações da Secretaria da Saúde. No entanto, através de transmissão ao vivo pelo Facebook, na noite de ontem, o governador do Estado, Eduardo Leite, determinou a suspensão de alguns serviços até o próximo dia 15 de abril. Com isso, o Poder Executivo de Muçum se viu obrigado a recuar e acatar decisão estadual.
Conforme o Governo do Estado, todo e qualquer empreendimento mercantil dedicado ao comércio ou à prestação de serviços, tais como lojas, centros comerciais, teatros, cinemas, casas de espetáculos, dentre outros, que impliquem atendimento ao público, deverão fechar suas portas pelo menos até o dia 15 de abril. Dentre as exceções, estão os serviços essenciais e àqueles que executem suas atividades estritamente através do serviço de tele-entrega, desde que não haja aglomeração de pessoas.
Indústrias podem operar, desde que respeitem algumas orientações de higienização inclusas no decreto do Estado. Missas, cultos e outros eventos religiosos podem ocorrer com a presença de até 30 pessoas. O retorno das aulas na rede municipal de ensino, por sua vez, está previsto para o dia 30 de abril, também seguindo decisão estadual. O decreto municipal, feito com base no documento estadual, pode ser conferido no site da prefeitura, através do link: https://bit.ly/2R3U0rh.
Através de transmissão ao vivo pelo Facebook, juntamente com o assessor jurídico, Guilherme Taborda, na tarde de hoje, o prefeito pediu a compreensão de comerciantes, salientando que a decisão engloba todo Estado. Ele afirma reconhecer os problemas econômicos enfrentados, não só pela pandemia na área da saúde, mas também pela estiagem que assola todo Rio Grande do Sul. “Estamos tendo um ano muito difícil. Mas quem assistiu ao governador, viu que devemos cumprir as determinações. Caso contrário, responderemos por improbidade administrativa”, pontuou.